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FDA aprova nova
série de restrições contra Avandia
Avandia é um dos medicamentos mais utilizados
no tratamento do diabetes tipo 2; estudos recentes
levantaram a suspeita que seu uso contínuo poderia
elevar o risco de infarto e derrame.
A Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos
(FDA) anunciou nesta quinta-feira (23 de setembro
de 2010) uma série de restrições ao medicamento
contra diabetes Avandia. Novos pacientes só
poderão receber a receita do Avandia se o médico
não conseguir o controle da glicose com outros
remédios. A agência afirmou ainda que as pessoas
que já tomam o Avandia e se beneficiam disso
poderão seguir com o uso se assim preferirem.
A nova medida é uma resposta às recentes
informações que indicam um elevado risco de
eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e
derrames, em pacientes que se trataram com o
remédio.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) anunciou
nesta quinta-feira que decidiu proibir a venda do
remédio Avandia (rosiglitazona), usado para
controlar os sintomas do diabetes, em todos os
países europeus. Segundo ela, a droga aumenta as
chances de infarto e seus riscos superam os
benefícios. ).
A segurança do Avandia é colocada em questão desde
a publicação, em 2007, de um artigo do
cardiologista clínico de Cleveland, Steven Nissen,
no New England Journal of Medicine. Segundo o
artigo, o remédio aumentaria o risco de eventos
cardíacos em mais de 40%.
O estudo de Nissen foi uma análise de 42 estudos
já existentes, a maioria dos quais teve duração de
um ano ou menos. Esse tipo de estudo apresenta
limitações e possibilidade de erros na
interpretação dos resultados. A GlaxoSmithKline
afirma que estudos com prazos mais longos não
mostram esse risco, inclusive por publicado um
artigo recente em uma revista de impacto na área
medica demonstrando sua segurança.
Insuficiência cardíaca provocada por excesso de
retenção de fluidos é um problema reconhecidamente
causado tanto pelo Avandia quanto pelo Actos. Os
dois produtos já trazem em suas caixas
advertências da FDA sobre esse risco.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) disse que só tomará uma decisão
na próxima segunda-feira. Até esta sexta-feira, os
especialistas estarão finalizando um parecer sobre
o medicamento.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia recomenda aos pacientes em uso de
Rosiglitazona, ou qualquer outro medicamento que
associe Rosiglitazona com outros fármacos, que
procurem seus médicos para obterem instruções
sobre as opções de tratamento. Não há até o
momento recomendação que seja suspensa a medicação
principalmente por aqueles pacientes que vem
utilizando e mantendo o acompanhamento regular com
seu endocrinologista.
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