Dra Monica Cabral Endocrinologista
Tireóide - Dra Monica Cabral Endocrinologista

Tireóide

DOENÇAS DA TIREÓIDE

Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% acima de 60 anos manifestam algum problema na tireóide.

HIPOTIREOIDISMOHIPOTIREOIDISMO A doença da tireóide mais frequente é o hipotiroidismo. O Hipotiroidismo é uma síndrome clínica relativamente comum que resulta em uma deficiência do hormônio tireoidiano. A principal e mais freqüente causa de hipotirodismo envolve a própria glândula, culminando numa redução da produção dos hormônios tirodianos. É o que acontece na destruição autoimune da tireóide pela tireoidite de Hashimoto, após a retirada cirúrgica da glândula, após o tratamento com iodo radioativo.

Algumas crianças nascem com hipotireoidismo porque não têm a tireóide ou porque a mesma não funciona bem. O popular teste do Pezinho faz o diagnóstico e a criança deve ser tratada o mais rápido possível.

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO HIPOTIREOIDISMO?

• Depressão
• Desaceleração dos batimentos cardíacos
• Intestino presoHIPOTIREOIDISMO
• Menstruação irregular
• Diminuição da memória
• Cansaço excessivo
• Dores musculares
• Sonolência excessiva
• Pele seca
• Queda de cabelo
• Ganho de peso
• Aumento do colesterol no sangue

 

QUAL É O TRATAMENTO DO HIPOTIREOIDISMO?

O tratamento do hipotiroidismo consiste na reposição por via oral do hormônio tireoidiano, na dose suficiente para o controle dos sintomas e da normalização da dosagem no sangue.

Na maioria das vezes o tratamento é para o resto da vida, porém existem algumas situações de hipotiroidismo transitório sendo a reposição feita temporariamente

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO HIPERTIREOIDISMO?

• Dificuldade de dormir
• Aceleração dos batimentos cardíacos
• Intestino solto
• Agitação, tremor, emagrecimento
• Muita energia, apesar de muito cansaço
• Queda de cabelos
• Calor e suor exagerado.
• Menstruação irregular

 

QUAIS SÃO AS CAUSAS DE HIPERTIREOIDISMO?

A causa mais comum do hipertireoidismo é uma doença auto-imune (o próprio corpo produz proteínas que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves. Em alguns pacientes, pode ocorrer edema (inchaço) dos músculos e outros tecidos ao redor dos olhos, causando protusão do globo ocular, desconforto local e visão dupla.

Existem outras causas de hipertireoidismo, descritas a seguir. Identificar a causa é muito importante pois o tratamento difere entre as diversas causas.

Bócio multinodular tóxico: A presença de vários nódulos na tireóide pode causar aumento do volume e levar a uma produção excessiva de hormônio tireoideano por 1 ou mais dos nódulos.

Nódulo tóxico: um único nódulo na tireóide também pode produzir mais hormônio tireoideano que o necessário.

Tireoidite subaguda: é caracterizada por inflamação importante da tireóide, de causa viral, que resulta em um aumento doloroso da glândula e na liberação de grandes quantidades de hormônio no sangue.

Tireoidite pós-parto: Cerca de 5 a 10% das mulheres desenvolvem hipertireoidismo leve a moderado alguns meses após o parto seguido por vários meses de hipotireoidismo, com recuperação ou não da função tiroidiana.

 

QUAIS SÃO OS TRATAMENTO DO HIPERTIREOIDISMO?

Decidir qual tratamento é o melhor depende da causa do hipertireoidismo, sua severidade, e outra condições presentes. Um médico que seja experiente em doenças de tireóide pode ser confiável ao diagnosticar a causa do hipertireoidismo e prescrever e controlar o melhor programa do tratamento para cada paciente.

Medicações anti-tireoidianas
Existem 2 medicamentos: propiltiouracil (PTU) e metimazol (Tapazol). Estas medicações controlam o hipertireoidismo retardando a produção do hormônio de tireóide, e são usadas freqüentemente por diversos meses após o diagnóstico inicial do hipertireoidismo para normalizar os níveis dos hormônios de tireóide. Alguns pacientes com hipertireoidismo causado pela Graves’ “curam” o hipertireoidismo após uns 12 a 18 meses de tratamento com estas drogas, porém muitos pacientes não são curados, sendo indicado o tratamento com iodo radioativo ou mais raramente a cirurgia.

Por mais de 50 anos e em centenas dos milhares de pacientes (incluindo o presidente dos Estados Unidos e sua esposa) em que o iodo radioativo é usado, nenhuma complicação séria foi relatada. Desde que o tratamento apareceu para ser extraordinariamente seguro, simples, e confiantemente eficaz, é considerado pela maioria dos especialistas em tireóides, nos Estados Unidos, como o tratamento da escolha para aqueles tipos de hipertireoidismo causados pela super produção de hormônios da tireóide.

 

NÓDULOS TIREOIDIANOS

Os nódulos tireoidianos estão presentes em cerca de 10% da população em geral. Estima-se que em aproximadamente 50 % das pessoas que realizam ultrassonografia da tiróide poderá ser encontrado um nódulo tiroidiano, muitas vezes nódulos esses impalpáveis e sem importância clínica.

A maioria dos nódulos da tiróide são benignos, apenas menos de 5% são malignos.

Os nódulos tireoidianos podem ser únicos ou múltiplos, localizando-se em apenas um lobo ou em toda extensão da tireóide.

Diversas doenças da tireóide se apresentam como nódulos benignos: adenomas, tiroidite de Hashimoto, cistos tiroidianos, dentre outras.

No processo de investigação dos nódulos tiroidianos, após a amamnese (história do paciente) e o exame físico, são solicitados os exames complementares pertinentes a cada caso, se completando o diagnóstico.

O que mais preocupa o médico e em especial o paciente, é a possibilidade do nódulo em investigação ser maligno (câncer). O exame que melhor define essa questão é a PUNÇÃO ASPIRATIVA COM AGULHA FINA – PAAF, também conhecida como punção biópsia de tireóide com agulha fina. Este método permite a retirada de células do nódulo tiroidiano e diagnóstico através do exame citopatológico. É inócuo, pouco doloroso, mesmo quando realizado sem anestesia e permite que um acerto diagnóstico em cerca de 90% dos casos, quando realizado por equipe experiente.

Dependendo do diagnóstico o nódulo poderá ser acompanhado clinicamente e em casos suspeitos ou comprovados de câncer, o tratamento é cirúrgico, com a retirada total da glândula, complementação (na maioria dos casos) do tratamento com iodo radioativo e a realização do rastreamento do corpo inteiro a procura de metástase.